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Exportações de carne suína brasileira para a China batem recorde de exportação: em 2019

06/01/2020

 

As vendas de carne suína do Brasil alcançaram volume recorde em 2019, de acordo com números revelados divulgados no dia 6 de janeiro, pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Ao todo, foram embarcadas 750,3 mil toneladas ao longo dos 12 meses do ano passado.  O saldo é 16,2% superior ao registrado em 2018, quando foram embarcadas 646 mil toneladas.

Apenas em dezembro, foram embarcadas 76 mil toneladas, volume 35,1% maior em relação ao mesmo período de 2018, com 56,2 mil toneladas.  É o maior embarque mensal já registrado na história do setor.

Em receita, o saldo das vendas alcançou US$ 1,597 bilhão, número 31,9% maior que o resultado de 2018, com US$ 1,2 bilhão.   Em dezembro, as vendas chegaram a US$ 183,6 milhões – maior saldo mensal já alcançado pelo setor.

As vendas para a Ásia foram o grande impulso das exportações de 2019.  A China, que assumiu o primeiro lugar nas importações já no primeiro mês do ano passado, importou 248,80 mil toneladas, volume 61% superior ao total embarcado em 2018.

Também impactado pela PSA, o Vietnã aumentou suas importações em 82,6%, com total de 13,54 mil toneladas em 2019.

Na América do Sul, o Uruguai foi o principal destino, com 40,48 mil toneladas importadas, volume 12,8% maior em relação ao saldo de 2018. Também o Chile se destacou, com importação de 44,54 mil toneladas (+28,9%). No Leste Europeu, a Rússia importou 35,28 mil toneladas

“Crescemos nossas vendas não apenas na Ásia, mas em outras regiões importadoras, como a América do Sul.  Nossos esforços estarão concentrados, agora, no fortalecimento destas parcerias e busca de novos mercados”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Comex do Brasil

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  • 21/03/2020:

    Segundo AEB, exportações de alimentos devem ser as menos afetadas pela pandemia do Coronavírus

    -   O comércio exterior do Brasil e do mundo deve ter forte impacto da crise do Coronavírus, mas alguns setores serão menos afetados que outros. Essa é a opinião do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro em entrevista a ANBA. Ele disse acreditar que os embarques internacionais de alimentos podem ser menos prejudicados que os demais. “Alimentos teoricamente seriam menos afetados porque são produtos de primeiríssima necessidade. Mesmo com a crise, as pessoas continuam tendo que se alimentar. Mas são afetados também”, afirma Castro. A logística deve ser um dos entraves para que o comércio da área siga em sua normalidade. “Um setor que poderia estar funcionando bem vai ser afetado por outras atividades”, afirma, citando dificuldades no funcionamento de portos mundo afora. Os alimentos, como carnes, soja, milho e açúcar, são justamente os grandes pilares da pauta de exportação do Brasil para os países árabes. Também figura no topo da lista o minério de ferro. “São produtos que você envia num navio, ele sai cheio do Brasil e chega cheio ao destino. Teoricamente, a logística é mais fácil. Exceto a carne, esses produtos não precisam de navio frigorificado, e até mesmo um navio com carnes pode parar num porto em que haja tomada suficiente para manter os contêineres frigorificados”, afirma Castro. Segundo o presidente da AEB, uma das dificuldades enfrentadas atualmente nos portos chineses é que não há tomadas de energia para que produtos como a carne sigam em locais frigorificados. Dessa forma, eles precisam ser mantidos nos contêineres refrigerados dentro dos navios, o que vem gerando custo de estada das embarcações no porto. “Alguém está pagando esse custo”, afirma. Mas pelo perfil dos embarques, Castro acredita que o comércio do Brasil com o mundo árabe não será tão prejudicado. O setor que dá base para o comércio de alimentos, o agronegócio, segue operando normalmente no Brasil, mas também depende da engrenagem da distribuição funcionar para chegar ao mercado comprador no exterior, onde tem grande parte da sua demanda. José Augusto de Castro lembra que o Brasil produz 240 milhões de toneladas e que uma safra não é toda embarcada na colheita, mas parte dela fica armazenada para ser distribuída via portos no decorrer do ano. “Aí deixa de ser produção e passa a ser logística”, afirma. Além de navios parados em portos por negativas dos compradores em recebê-los em função da baixa demanda e por impossibilidade de armazenamento fora das embarcações, congestionando portos, ainda há o impacto que o Coronavírus pode trazer sobre a mão de obra. Além da logística, o comércio exterior também sofrerá as consequências que virão da indústria, caso as empresas diminuam suas produções. No começo do mês, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou que a produção poderia ser afetada pela falta de peças oriundas da China. “É um conjunto de fatores”, afirma o presidente da AEB sobre os impactos possíveis do Coronavírus no comércio internacional do Brasil. “Embora, no caso do Brasil, a produção não foi afetada por enquanto”, afirma Castro. Apesar da perspectiva de que o comércio exterior de alimentos seja menos prejudicado pela crise do que outras áreas, o presidente da AEB entende que o abastecimento está mais garantido nos mercados que são produtores agrícolas. “Um mercado que tem mais dificuldade vai ser penalizado pelo exportador não conseguir contornar as questões de logística para fazer a carga chegar”, afirma Castro. Ele lembra, porém, que os países produtores, como o Brasil, precisam exportar. “O Brasil tem uma produção grande, mas tem que mandar isso para o exterior porque no mercado interno, por mais que o consumo aumente, não há demanda para tudo”, diz.  “Não temos como quantificar nada neste momento pois estamos em uma fase de grande transformação. Com certeza, vai ter impacto muito grande, mas não há como quantificar”, afirma Castro. Ele afirma que 65% das exportações brasileiras são commodities e lembra que já houveram alterações de preços e os volumes comercializados de petróleo, minério e soja. “Estou citando apenas três produtos de exportação do Brasil para mostrar o impacto que vai ter. As estatísticas ainda não mostram o impacto porque há uma defasagem entre os fatos e as estatísticas, mas, com certeza, vamos ter um impacto muito grande no Brasil”, afirma. Fonte: Comex do Brasil

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  • 25/02/2020:

    Ação de promoção da carne brasileira no mercado árabe pode gerar US$ 200 milhões em negócios

    -   Bom ritmo de negócios e ampliação de relacionamentos marcaram a participação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) na Gulfood, uma das principais feiras de alimento do mundo, finalizada no último dia 20 de fevereiro, em Dubai. A ação brasileira aconteceu em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) por meio do projeto Brazilian Beef e contou com a presença de 17 empresas associadas – Agra, Agroindustrial Iguatemi, Astra, Cooperfrigu, Frigol, Frigon, Frigosul, Frigotil, JBS, Marfrig, Masterboi, Mataboi, Mercurio Alimentos, Minerva, Plena Alimentos, Supremo e Zanchetta. Durante os cinco dias de feira, os visitantes puderam participar da já tradicional degustação da carne brasileira, além de conhecer um pouco mais sobre o modelo produtivo da pecuária nacional. Com a participação, são projetados US$ 200 milhões em negócios gerados para os próximos 12 meses. Em 2019 as exportações brasileiras para os países árabes somaram pouco mais de 511 mil toneladas, um incremento de 5,7% em relação a 2018. Já em faturamento, as vendas alcançaram US$ 1,7 bilhão. Os resultados que representaram cerca de 22,5% do faturamento e 27,7% do volume total das exportações brasileiras de carne bovina. Fonte: Comex do Brasil

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  • 25/02/2020:

    Balança comercial segue operando no azul com saldo de US$ 684 milhões na segunda semana de fevereiro

    -  A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 684 milhões e corrente de comércio de US$ 6,941 bilhões, na segunda semana de fevereiro de 2020, como resultado de exportações no valor de US$ 3,812 bilhões e importações de US$ 3,129 bilhões.  Os dados, divulgados nesta segunda-feira, 17, são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME). No mês, as exportações somam US$ 8,411 bilhões e as importações, US$ 6,624 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,787 bilhão e corrente de comércio de US$ 15,035 bilhões. Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de fevereiro de 2020 (US$ 841,1 milhões) com a de fevereiro de 2019 (US$ 786,9 milhões), houve crescimento de 6,9%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+13,6%), de US$ 397 milhões para US$ 450,9 milhões, e de semimanufaturados (+2,8%), de US$ 97,7 milhões para US$ 100,5 milhões. Por outro lado, caíram as vendas de produtos manufaturados (-0,8%), de US$ 292,2 milhões para US$ 289,8 milhões. Em relação a janeiro de 2020, houve aumento de 28,1%, devido à expansão nas vendas de produtos semimanufaturados (+2,3%), de US$ 98,2 milhões para US$ 100,5 milhões; manufaturados (+25,2%), de US$ 231,4 milhões para US$ 289,8 milhões, e de produtos básicos (+38%), de US$ 326,8 milhões para US$ 450,9 milhões. Nas importações, a média diária até a segunda semana de fevereiro de 2020, de US$ 662,4 milhões, ficou 5% acima da média de fevereiro do ano passado (US$ 631,1 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com cobre e suas obras (+71,1%), farmacêuticos (+24,3%), equipamentos mecânicos (+15,2%), plásticos e obras (+10,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (+9,9%). Em relação a janeiro de 2020, houve queda de 9,9% nas importações, pela diminuição em siderúrgicos (-19%), equipamentos eletroeletrônicos (-13,6%), equipamentos mecânicos (-8,7%), veículos automóveis e partes (-6,4%), instrumentos de ótica e precisão (-5,5%).   Fonte: Comex do Brasil

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