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CNI projeta impacto de R$ 361 milhões na economia com aumento nas exportações de bens industrializados

29/11/2020

 

Uma elevação na participação do Brasil no comércio mundial de produtos industrializados, dos atuais 0,6% para 0,8%, representará uma alta de US$ 21 bilhões por ano nas exportações brasileiras e um impacto de R$ 376 bilhões na economia do país, considerando os impactos diretos, os indiretos e os sobre a renda. Também contribuirá para a sustentação de mais de 3,07 milhões de empregos ao longo da cadeia de produção desses bens.

A projeção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), considera o cenário em que o Brasil voltaria ao pico da participação mundial na exportação de manufaturados nas últimas duas décadas, de 0,8%, entre 2005 e 2008. Com isso, a venda desses bens passaria de US$ 82,2 bilhões por ano para US$ 105,3 bilhões por ano, uma alta de 28,1%.

Dados compilados pela CNI, com base nas informações do IBGE, mostram que cada US$ 1 bilhão exportado/ano tem um impacto de R$ 4,4 bilhões sobre a economia brasileira (direto, indireto e sobre a renda) e contribui para a sustentação de 36.004 empregos.

O Brasil ampliou sua participação no comércio mundial ao longo das últimas duas décadas – de 0,9% para 1,2% das exportações mundiais –, mas a fatia nas exportações de produtos industrializados diminuiu, sobretudo desde 2008, período no qual a parcela caiu de 0,8% para 0,6% do total.

Fonte: Comex do Brasil

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    Tecnologia deve impulsionar comércio exterior em 2021

    -   Um dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19 foi o de comércio exterior, já que o fechamento de fronteiras para evitar a transmissão do vírus também bloqueou o transporte de mercadorias entre países, levando os operadores a buscarem alternativas para realizarem as transações comerciais. Na esteira desse quadro, empresas que oferecem soluções tecnológicas de inteligência de mercado e análise de dados ganharam terreno e hoje são parceiros imprescindíveis dos players da área de importação e exportação. Carlos Souza, cofundador e COO da LogComex, ressalta que a pandemia atingiu de forma mais contundente as empresas de pequeno porte do segmento. “Elas já não tinham tanto caixa e por isso foi muito difícil para se manterem. Observamos que aumentou a desigualdade entre os operadores, principalmente os agentes de carga. Os maiores ficaram ainda mais fortes, enquanto os menores ficaram ainda mais fracos”, pondera. Ele acredita que em 2021, mais empresas devem se interessar, se envolver e aprender mais a trabalhar com dados de mercado para guiar suas estratégias comerciais. “Outra tendência forte é o trabalho remoto, que também acredito que vai continuar, seja totalmente, como algumas empresas estão fazendo, ou em um modelo mais híbrido, que a LogComex pretende implementar”, estima. Fonte: Portogente

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    AEB prevê superávit comercial de US$ 69 bilhões em 2021

    -   A balança comercial brasileira poderá fechar o ano de 2021 com um superávit de US$ 69,018 bilhões, com uma alta de 33% comparativamente aos US$ 51,875 previstos para 2020, de acordo com projeção divulgada pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).  O saldo projetado para 2021 resultaria de exportações de US$ 237,334 bilhões (alta de 13,7% sobre os US$ 208,791 bilhões estimados para este ano) e de importações totalizando US$ 168,316 bilhões, superiores em 7,3% aos US$ 156,916 bilhões estimados para 2020. Segundo o presidente da AEB, José Augusto de Castro, as projeções para o comércio exterior em 2021 foram realizadas tendo como base o cenário atual, passível de oscilações, e que poderão impactar os resultados. Entre outros fatores, ele destaca os seguintes: qual impacto terá para o Brasil o atraso na vacinação da Covid-19? Efeitos da posse de Joe Biden na presidência dos Estados Unidos. Como ficará a guerra comercial Estados Unidos x China? Como se comportarão as commodities neste mundo “novo normal” e seus impactos na balança comercial brasileira? José Augusto de Castro ressalta também que as projeções poderão ser impactadas pelo fato de que as commodities estão mostrando atraentes cotações para os exportadores brasileiros mas sem uma indicação clara de manutenção dos atuais patamares de preços praticados nos mercados internacionais. Além disso, destaca, o Brasil continua altamente dependente das exportações de commodities, com os produtos manufaturados sofrendo o impacto negativo da falta de competitividade decorrente do elevado Custo-Brasil. Em relação às exportações, a projeção da balança comercial divulgada pela AEB ressalta que independentemente do nível da taxa cambial, a competitividade das exportações de manufaturados será impactada na América do Sul, devido aos problemas políticos e/ou econômicos enfrentados pelos países da região. Nesse cenário, as exportações de commodities continuarão sendo o motor de sustentação das exportações brasileiras.  A exemplo do que vem acontecendo nos últimos anos, também em 2021 a soja continuará sendo o carro-chefe das exportações brasileiras. A previsão da AEB é de que no próximo ano a oleaginosa vai liderar, pelo sétimo ano consecutivo, a lista dos principais produtos brasileiros de exportação, com uma receita recorde de Us$ 36,550 bilhões. Soja, petróleo e minério de ferro deverão ser responsáveis pelo recorde de 40,2% das exportações totais brasileiras projetadas para 2021, em comparação com uma participação de 35,4% no volume total exportado em 2020. Na avaliação da AEB, sem a implantação de uma série de reformas, e a consequente redução do elevado Custo-Brasil, o Brasil não deixará de ter uma participação meramente residual (algo em torno de 1% a 1,2%) no comércio mundial.  Entre as medidas, o presidente da AEB relaciona como imprescindíveis a discussão da reforma tributária e indicação da reforma administrativa; concessões e privatizações em infraestrutura dos segmentos de logística; implementação do Acordo de Facilitação do Comércio; fase final de desenvolvimento da área de importação do Portal Único de Comércio Exterior, gerando importante redução da burocracia e do seu custo e negociação de acordos comerciais com países ou blocos de maiores pesos político, econômico e comercial, entre outras. Fonte: Comex do Brasil

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    Exportações de calçados devem crescer em 2021

    -   As exportações de calçados brasileiros devem aumentar 21,2% em 2021, enquanto a produção deve crescer 19% no comparativo com os números do ano passado, projeta a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).  Ou seja, na realidade não será um crescimento, mas uma retomada do setor, que foi fortemente afetado pela pandemia de Coronavírus. As exportações de janeiro a novembro de 2020 apresentaram queda de 19,4%. Entre janeiro e outubro, a produção caiu 27% e estima-se que até o fim do ano o recuo seja de 25%. O ano de 2020 foi de dificuldades para o setor calçadista nacional. Dependente do mercado doméstico, para o qual são destinadas mais de 85% das vendas setoriais, a indústria viu sua produção despencar, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda no volume fabricado, influenciada pela exportação, fará com que o setor retorne ao patamar produtivo de 16 anos atrás, na faixa de 650 milhões de pares. Fonte: Comex do Brasil

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